quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Podemos renascer a qualquer instante para o Cristo.

FONTE VIVA - pelo espírito Emmanuel - psicografia Chico Xavier
56 - Renasce agora 
“Aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus.” Jesus (JOÃO, 3:3) 

A própria Natureza apresenta preciosas lições, nesse particular.
Sucedem-­se os anos com matemática precisão, mas os dias são sempre novos. Dispondo, assim, de trezentas e sessenta e cinco ocasiões de aprendizado e recomeço, anualmente, quantas oportunidades de renovação moral encontrará a criatura, no abençoado período de uma existência?
Conserva do passado o que for bom e justo, belo e nobre, mas não guardes do pretérito os detritos e as sombras, ainda mesmo quando mascarados de encantador revestimento. Faze por ti mesmo, nos domínios da tua iniciativa pela aplicação da fraternidade real, o trabalho que a tua negligência atirará fatalmente sobre os ombros de teus benfeitores e amigos espirituais.
Cada hora que surge pode ser portadora de reajustamento.
Se é possível, não deixes para depois os laços de amor e paz que podes criar agora, em substituição às pesadas algemas do desafeto.
Não é fácil quebrar antigos preceitos do mundo ou desenovelar o coração, a favor daqueles que nos ferem.
Entretanto, o melhor antídoto contra os tóxicos da aversão é a nossa boa­vontade, a benefício daqueles que nos odeiam ou que ainda não nos compreendem.
Enquanto nos demoramos na fortaleza defensiva, o adversário cogita de enriquecer as munições, mas se descemos à praça, desassombrados e serenos, mostrando novas disposições na luta, a idéia de acordo substitui, dentro de nós e em torno de nossos passos, a escura fermentação da guerra..
Alguém te magoa? Reinicia o esforço da boa compreensão.
Alguém te não entende? Persevera em demonstrar os intentos mais nobres.
Deixa-­te reviver, cada dia, na corrente cristalina e incessante do bem.
Não olvides a assertiva do Mestre: — "Aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus. "
Renasce agora em teus propósitos, deliberações e atitudes, trabalhando para superar os obstáculos que te cercam e alcançando a antecipação da vitória sobre ti mesmo, no tempo...
Mais vale auxiliar, ainda hoje, que ser auxiliado amanhã.

Seguir Jesus é a verdadeira Igreja. Não importa o rótulo.

VINHA DE LUZ - pelo espírito Emmanuel - psicografia Chico Xavier
55 - IGREJA LIVRE
"Mas a Jerusalém que é de cima, é livre, a qual é mãe de todos nós." - Paulo.
(GÁLATAS, 4:26.)

O exame isolado deste versículo sugere um tema de infinita grandeza para os
discípulos religiosos do Cristianismo.
A palavra do apóstolo aos gentios recorda-nos a igreja liberta do Cristo, não na
esfera estreita dos homens, mas no ilimitado pensamento divino.
O espírito orgulhoso e sectário, há tanto tempo dominante nas atividades da fé,
encontra na afirmativa de Paulo de Tarso um antídoto para as suas venenosas
preocupações.
Em todas as épocas, têm vivido na Terra os nobres excomungados, os
incompreendidos valorosos e os caluniados sublimes.
Passaram, nos círculos das criaturas, qual acontece ainda hoje, perseguidos e
desprezados, entre o sarcasmo e a indiferença.
Por vezes, sofrem o degredo social por não se aviltarem ante as explorações
delituosas do fanatismo; em outras ocasiões, são categorizados à conta de ateus pelas
suas idéias mal interpretadas.
É que, de quando em quando, rajadas de ódios e dúvidas sopram nas igrejas
desprevenidas da Terra. Os crentes olvidam o "não julgueis" e confiam-se a lutas
angustiosas.
Semelhantes atritos, contudo, não alteram a consciência tranquila dos
anatematizados que se sentem sob a tutela do Divino Poder. Instintivamente, reconhecem que além da esfera obscura da ação física resplandece o templo soberano e invisível em que Jesus recolhe os servidores fiéis, sem deter-se na cor ou no feitio de suas
vestimentas.
Benfeitores e servos excomungados dos caminhos humanos, se tendes uma
consciência sem mácula, não vos magoe a pedrada dos homens que se distanciam uns
dos outros pelo separatismo infeliz! Há uma Igreja augusta e livre, na vida espiritual, que é
acolhedora mãe de todos nós! ...

O que sou diante do Eterno?

PÃO NOSSO - pelo espírito Emmanuel - psicografia Chico Xavier
55 - Coisas invisíveis
“Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder como a sua divindade se estendem e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas.” – Paulo. (Romanos, 1:20.)

O espetáculo da Criação Universal é a mais forte de todas as manifestações contra o materialismo negativista, filho da ignorância ou da insensatez.
São as coisas criadas que falam mais justamente da natureza invisível.
Onde a atividade que se desdobre sem base?
Toda forma inteligente nasceu de uma disposição inteligente.
O homem conhece apenas as causas de suas realizações transitórias, ignorando, contudo, os motivos complexos de cada ângulo do caminho. A paisagem exterior que lhe afeta o sensório é uma parte minúscula do acervo de criações divinas, que lhe sustentam o habitat, condicionado às suas possibilidades de aproveitamento. O olho humano não verá além do limite da sua capacidade de suportação. A criatura conviverá com os seres de
que necessita no trabalho de elevação e receberá ambiente adequado aos seus imperativos de aperfeiçoamento e progresso, mas que ninguém resuma a expressão vital da esfera em que respira no que os dedos mortais são suscetíveis de apalpar.
Os objetos visíveis no campo de formas efêmeras constituem breve e transitória resultante das forças invisíveis no plano eterno.
Cumpre os deveres que te cabem e receberás os direitos que te esperam. Faze corretamente o que te pede o dia de hoje e não precisarás repetir a experiência amanhã.

A qual videira estou ligado?

CAMINHO, VERDADE E VIDA - pelo espírito Emmanuel - psicografia Chico Xavier 
55 - AS VARAS DA VIDEIRA
“Eu sou a videira, vós as varas.” — Jesus. (JOÃO, capítulo 15, versículo 5.)

Jesus é o bem e o amor do princípio. Todas as noções generosas da
Humanidade nasceram de sua divina influenciação. Com justiça, asseverou
aos discípulos, nesta passagem do Evangelho de João, que seu espírito
sublime representa a árvore da vida e seus seguidores sinceros as frondes promissoras, acrescentando que, fora do tronco, os galhos se secariam,
caminhando para o fogo da purificação.
Sem o Cristo, sem a essência de sua grandeza, todas as obras humanas
estão destinadas a perecer.
A ciência será frágil e pobre sem os valores da consciência, as escolas
religiosas estarão condenadas, tão logo se afastem da verdade e do bem.
Infinita é a misericórdia de Jesus nos movimentos da vida planetária. No centro
de toda expressão nobre da existência pulsa seu coração amoroso, repleto da
seiva do perdão e da bondade.
Os homens são varas verdes da árvore gloriosa. Quando traem seus
deveres, secam-se porque se afastam da seiva, rolam ao chão dos
desenganos, para que se purifiquem no fogo dos sofrimentos reparadores, a
fim de serem novamente tomados por Jesus, à conta de sua misericórdia, para
a renovação. É razoável, portanto, positivemos nossa fidelidade ao Divino
Mestre, refletindo no elevado número de vezes em que nos ressecamos, no
passado, apesar do imenso amor que nos sustenta em toda a vida.

Apresento o Cristo a mim mesmo?

FONTE VIVA (pelo Espírito Emmanuel - psicografia Chico Xavier)
55 - Elucidações 
“Porque não pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus, o Senhor; e nós mesmos somos vossos servos por amor de Jesus.” Paulo (II Coríntios, 4:5) 

Nós, os aprendizes da Boa Nova, quando em verdadeira comunhão com o Senhor, não podemos desconhecer a necessidade de retraimento da nossa individualidade, a fim de projetarmos para a multidão, com o proveito desejável, os ensinamentos do Mestre.
Em assuntos da vida cristã, propriamente considerada as únicas paixões
justificáveis são as de aprender, ajudar e servir, porquanto sabemos que o Cristo é o Grande Planificador das nossas realizações.
Se recordarmos que a supervisão dele age sempre em favor de quanto possamos produzir de melhor, viveremos atentos ao trabalho que nos toque, convencidos de que a sua pronunciação permanece invariável nas circunstâncias da vida.
A nossa preocupação fundamental, em qualquer parte, portanto, deve ser a da prestação de serviço em Seu Nome, compreendendo que a pregação de nós mesmos, com a propaganda dos particularismos peculiares à nossa personalidade, será a simples interferência do nosso "eu" em obras da vida eterna que se reportam ao Reino de Deus. Escrevendo aos coríntios, Paulo define a posição dele e dos demais apóstolos, como sendo a de servidores da comunidade por amor a Jesus.
Não existe indicação mais clara das funções que nos cabem.
A chefia do Divino Mestre está sempre mais viva e a programação geral dos serviços reservados aos discípulos de todas as condições permanece estruturada
em seu Evangelho de. Sabedoria e de Amor.
Procuremos as bases do Cristo para não agirmos em vão.
Ajustemo­-nos à consciência do Grande Renovador, a fim de não sermos
tentados pelos nossos impulsos de dominação, porque, em todos os climas e
situações, o companheiro da Boa Nova é convidado, chamado e constrangido a
servir.

Já meditei sobre estas palavras diante do espelho?

VINHA DE LUZ - pelo espírito Emmanuel - psicografia Chico Xaver
54 - FARISEUS
"Acautelai-vos, primeiramente, do fermento dos fariseus" - Jesus. (LUCAS, 12:1.)

Fariseu ainda é todo presunçoso, dogmático, exclusivo, pretenso privilegiado das
Forças Divinas.
O orgulhoso descendente dos doutores de Jerusalém ainda vive. Atravessa todas
as organizações humanas. Respira em todos os templos terrestres. Acredita-se o herdeiro
único da Divina Bondade. Nada aprecia senão pelo prisma do orgulho pessoal. Traça
programas caprichosos e intenta torcer as próprias leis universais, submetendo-as ao
ponto de vista que esposou na sua escola ou no seu argumento sectarista.
Jamais comparece, ante a bênção do Senhor, na condição de alguém que se
converteu em instrumento de seus amorosos desígnios, mas como crente orgulhoso,
cheio de propósitos individualistas, declarando-se detentor de considerações especiais.
Os aprendizes fiéis necessitam acautelar-se contra o lêvedo de tais enfermos do
espírito.
Toda ideia opera fermentações mentais.
Certamente que o Mestre não determinou a morte dos fariseus, mas recomendou
cautela em se tratando da influenciação deles.
Exigências farisaicas constituem perigosas moléstias da alma. Urge auxiliar o
doente e extinguir a enfermidade. Todavia, não conseguiremos a realização, provocando
tumultos, e sim usando a cautela na antiga recomendação de vigilância.

Penso antes de pedir?

PÃO NOSSO - pelo espírito Emmanuel - psicografia Chico Xavier
54 - Razão dos apelos
“Pelo que, sendo chamado, vim sem contradizer. Pergunto pois: por que razão mandastes chamar-me?” – Pedro. (Atos, 10:29.)

A pergunta de Pedro ao centurião Cornélio é traço de grande significação nos atos apostólicos.
O funcionário romano era conhecido por suas tradições de homem caridoso e reto, invocava a presença do discípulo de Jesus atendendo a elevadas razões de ordem moral, após generoso alvitre de um emissário do Céu e, contudo, atingindo-lhe o círculo doméstico, o ex-pescador de Cafarnaum interroga, sensato:
– “Por que razão mandastes chamar-me?”
Simão precisava conhecer as finalidades de semelhante exigência, tanto quanto o servidor vigilante necessita saber onde pisa e com que fim é convocado aos campos alheios.
Esse quadro expressivo sugere muitas considerações aos novos aprendizes do Evangelho.
Muita gente, por ouvir referências a esse ou àquele Espírito elevado costuma invocar-lhe a presença nas reuniões doutrinárias.
A resolução, porém, é intempestiva e desarrazoada.
Por que reclamar a companhia que não merecemos?
Não se pode afirmar que o impulso se filie à leviandade, entretanto, precisamos encarecer a importância das finalidades em jogo.
Imaginai-vos chamando Simão Pedro a determinado círculo de oração e figuremos a aquiescência do venerável apóstolo ao apelo. Naturalmente, sereis obrigados a expor ao grande emissário celestial os motivos da requisição. E, pautando no bom senso as nossas atitudes mentais, indaguemos de nós mesmos se possuímos bastante elevação para ver, ouvir e compreender-lhe o espírito glorioso. Quem de nós responderá afirmativamente?
Teremos, assim, suficiente audácia de invocar o sublime Cefas, tão-somente para ouvi-lo falar?